Varejo · 2T26
Varejista de moda respira: SSS sobe e estoque cai pela primeira vez em cinco trimestres
Mesmas lojas avançam 5,4%, com ticket médio em alta e giro de inventário melhorando após promoções agressivas no 4T25.
A rede de moda feminina que lidera o segmento em número de lojas na B3 entregou o balanço do 2T26 com tom mais aliviado do que o mercado esperava. O same-store sales (SSS) avançou 5,4% — primeiro trimestre de aceleração consistente depois de um 2025 marcado por descontos para limpar estoque de inverno.
A receita líquida total chegou a R$ 2,8 bilhões, impulsionada também por 38 novas unidades inauguradas desde janeiro, concentradas no Nordeste. O lucro líquido foi R$ 186 milhões, margem de 6,6%, contra 5,1% no 2T25.
Estoque e margem bruta
O estoque caiu 8% em relação ao fim do 1T26, sinal de que as promoções do trimestre anterior surtiram efeito. A margem bruta subiu 1,2 ponto para 52,3%, com mix favorecendo coleção primavera e menor participação de itens em clearance.
A diretoria manteve guidance de abertura de 120 a 140 lojas no ano, mas admitiu que metade das inaugurações previstas para o 3T26 pode deslizar para outubro por atraso de obra em shoppings do interior paulista.
Digital e marketplace
O e-commerce representou 18% da receita, estável em relação ao trimestre anterior. A empresa testou marketplace com marcas parceiras em julho; ainda sem linha separada no release, mas a CEO mencionou "receita incremental sem canibalizar loja física" na call.
Para o setor, o resultado reforça narrativa de recuperação gradual do consumo de classe média — tema que deve reaparecer quando concorrentes de eletro e farmácia divulgarem na mesma semana.
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