Energia · 2T26

Transmissora paulista bate teto de receita com novo lote da ANEEL

Receita líquida cresce 14% no trimestre, puxada por ativos que entraram em operação comercial em março. RAP revisada para cima no ano.

Torre de transmissão

Uma das maiores transmissoras listadas na B3 fechou o segundo trimestre com receita líquida de R$ 4,2 bilhões, alta de 14% frente ao mesmo período de 2025. O número reflete principalmente a entrada em operação de linhas adjudicadas no leilão de 2023 — ativos que, segundo a companhia, já operam acima de 98% de disponibilidade.

O EBITDA ajustado chegou a R$ 3,6 bilhões, margem de 85,7%. A gestão destacou que quase não houve impacto de ONS no período, diferente do 1T26, quando desligamentos programados pesaram na comparação.

Regulação e RAP

A Receita Anual Permitida (RAP) revisada pela ANEEL para o conjunto de ativos da empresa subiu 6,2% em junho, reflexo do reajuste pelo IPCA e da incorporação do novo lote. Analistas já tinham parte desse efeito nos modelos, mas a confirmação no release eliminou dúvida sobre cronograma de CAPEX remanescente.

O capex do trimestre ficou em R$ 890 milhões, dentro do guidance anual. A dívida líquida/EBITDA caiu para 3,1x — nível que a diretoria classifica como confortável para manter política de dividendos mínimos obrigatórios sem precisar de capital de giro adicional.

O que observar no 2S26

Dois leilões de transmissão estão no radar para agosto. A empresa sinalizou interesse em lotes no Sudeste, mas evitou comprometer alavancagem alvo. Para o investidor de energia regulada, o ponto sensível continua sendo a tramitação de revisões tarifárias de distribuidoras parceiras — tema que a call tocou de passagem.

Correções: [email protected]